No dia 26 de fevereiro de 2015 eu estava chegando, pela minha quarta vez, a Orlando. As primeiras três vezes foram bem similares: viagens em família. Esta foi a primeira vez que estava indo com amigos. A viagem toda surgiu como uma grande coincidência e oportunidade de nos reunirmos na Disney para comemorar as conquistas de 2014 e também “buscar” uma amiga que estava fazendo um curso em Atlanta desde janeiro.

Eu, como não estava com muita disponibilidade, nem de tempo e nem de grana, para viajar por muito tempo, acabei ficando apenas por uma semana. Para todos que eu falava que estava indo e que ficaria este tempo, a reação era: “só uma semana em Orlando???”, mas este acabou se mostrando o tempo ideal para quem quer uma viagem econômica e objetiva.

Nós escolhemos ficar em um hotel da Disney, pois optamos por não alugar carro por toda a temporada. E, apesar do preço da diária ser um pouco salgado, a diferença para hotéis fora do complexo é imensa. Tanto nos serviços, organização, alimentação etc., quanto na facilidade de transporte para parques e outras atrações do complexo Disney.

O nosso hotel, All Star Movies, tinha paradas de ônibus bem na saída dele, onde chegavam e saíam ônibus a cada, no máximo, 15 minutos. O que era perfeito para quando alguém queria ir e/ou voltar em horários diferentes dos parques. Os ônibus funcionam até um pouco depois do horário de fechamento dos parques, para trazer os hóspedes de volta e o ônibus para Downtown Disney funcionava até às 2h da manhã, para quem quisesse curtir a noite nos barzinhos de lá. Além da praticidade e facilidade do ônibus, um outro ponto super positivo é o fato de você, quando não está de carro, pode beber uns drinks, vinhozinho, cerveja sem preocupação de ter que dirigir na volta 😉

Para os outros parques fora do complexo, como Universal/Islands of Adventure, a gente usou táxi mesmo, que a gente pegava na porta do hotel e depois na saída do parque. As corridas davam em torno de US$35 e, como éramos 5 pessoas, US$7 para cada. Um ponto aqui que nos chamou atenção é que os taxistas não são tão simpáticos quanto funcionários de outros serviços em Orlando (não vou nem comparar com a Disney em si, por lá as pessoas serem todas da terra da fofura e simpatia infinitas!!! rs). É importante lembrar que lá eles têm uma cultura bem forte de gorjeta, então, nos táxis, é legal deixar separado uns 15% do valor total para gorjeta.

Já o Busch Gardens e Sea World, oferecem transporte gratuito para os visitantes. Você só precisa reservar o transporte com antecedência, marcando o local de busca e horário. Importante ressaltar aqui que eles têm vários ônibus saindo de horários distintos e pontos distintos da cidade pela manhã, mas há apenas uma opção de ônibus de volta, que sai na hora que o parque estiver programado pra fechar a cada dia. Se você for usar o ônibus gratuito e resolver sair mais cedo, terá que se informar de opções alternativas de transporte de volta.

Bom, o mais legal da viagem foi que o grupo todo era muito amigo e tínhamos toda a liberdade de nos separar quando fosse necessário e também sempre chegávamos a consensos sobre horários, locais de alimentação, atrações que íamos, etc.

Antes de irmos, combinamos quais seriam os parques que visitaríamos juntos e quais o pessoal iria depois de eu ir embora. Chegamos à seguinte lista: Magic Kingdom, Epcot, Hollywood Studios, Universal, Island of Adventure e Busch Gardens. E estes são os meus preferidos, então, deu tudo super certo. Porque eu ficaria bem pouco tempo, o mais legal foi que a gente realmente aproveitava todos os parques, da hora de abertura à hora de fechamento praticamente.

Além disso, a viagem acabou saindo barata, pois, eu não separei nenhum dia para compras. Já saí daqui com os produtos que eu queria comprar em mente e peguei uma noite que saímos cedo de um dos parques para resolver isto no Mall at Millenia.

Bom, como conclusão, deixo aqui a dica de se hospedar dentro do complexo Disney, principalmente, para quem opta ir sem carro; de escolher a dedo seus companheiros de viagem, pois a diversão se multiplica (muito) e as decisões compartilhadas sempre são melhor pensadas; e, de moldar a viagem de acordo com os objetivos em comum do grupo e as restrições de cada um, de forma que ninguém saia prejudicado.

Diario da Gabi (2015)